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Aprendendo a viver em grupo: o Caminho de Santiago e suas transformações

viver em grupo

Compartilhar experiências e dificuldades faz parte do trajeto do S3

 

O autoconhecimento e autodesenvolvimento são algumas das buscas que o S3, o Caminho consegue suprir, como já vimos anteriormente. Mais do que isso, ele é capaz de quebrar paradigmas e promover até transformações que não eram esperadas. Ver a importância de viver em grupo é uma delas.

Foi assim que aconteceu com Kareen Ratton. Ela tinha a intenção de viver novas experiências, mas não imaginava que teria os aprendizados que conquistou.

“Depois de outros treinamentos da Signa, como o Gaivota e o Grupo de Crescimento, achei que o momento era oportuno para encarar o desafio do Caminho”, lembra. “Em um encerramento de Gaivota, tive a vontade de ir além, como se o Caminho estivesse me chamando”, conta.

Ela decidiu, então, encarar o desafio e embarcou na sétima edição do S3, de 2018. “O Caminho é um grande divisor de águas, foi de longe a melhor viagem de toda a minha vida. No meio de tantos bosques encantados a mágica acontece dentro de você”, revela Kareen. “Fazer o caminho desfrutando tudo o que ele coloca para você é o maior presente que você pode se dar”.

Os desafios, para ela, vieram bem antes de chegar à Espanha. “A começar em escolher o que levar e o que deixar, considerando-se que tudo que levar será carregado por você durante todo o percurso”, ressalta. “Essa escolha já gera uma reflexão sobre o que temos de essencial na vida e o que podemos abrir mão”.

 

A importância de viver em grupo

Ao iniciar o Caminho, a situação começou a mudar. “Aí, os desafios são em termos de agenda, são físicos, pois existe um preparo necessário para a peregrinação”, recorda.

Em contrapartida, cada passo é responsável por um novo aprendizado. Para Kareen, um dos maiores foi a convivência compartilhada. “Viver em grupo nessa intensidade e encarando os desafios diários atrelados às limitações físicas e psicológicas gera desconforto e a sua essência aflora”, explica. “Entendi que pessoas cruzam o seu caminho e mudam o rumo dele, diferente da pretensão que eu tinha, que era de definir meu caminho sozinha”, prossegue. “Conhecemos muita gente do mundo todo, mas conhecemos muito mais pessoas próximas, mas que no caminho acabam assumindo um papel fundamental na sua vida, que te estendem a mão diante da sua dor, choram com você na dificuldade e se alegram nas conquistas”.

Kareen é uma pessoa acostumada a resolver tudo sozinha em sua vida. Não é o tipo de pessoa que sempre busca apoio de grupo para encontrar suas soluções. Mas o Caminho mudou isso em sua rotina também e mostrou como é viver em grupo. “Tentei caminhar sozinha, o que foi quase impossível, como se Deus estivesse me mostrando que eu só vou caminhar sozinha se eu quiser, mas que sempre haverá muita gente ao meu redor”, avalia. “Desde que voltei, estou mais dependente das pessoas, e isso é ótimo! Perceber que há tanta troca que pode ser feita de coisas que eu costumava resolver sozinha é, para mim, o mais gratificante”, adiciona. “Do que adianta tudo isso se não pudermos compartilhar?!”

 

O Caminho em prática

A cada dia, novas experiências e surpresas se apresentam. O aprendizado de viver em grupo a ajuda diariamente com essas novidades. “As coisas não necessariamente acontecem como você planejou, então, tem que lidar com o inesperado. Isso mexe com o seu lado emocional o tempo todo”, relembra Kareen. “É nesse momento que percebemos quanto tempo desperdiçamos em coisas que não são importantes. E também como precisamos de tão pouco, muito menos do que temos”, completa.

Desde que retornou ao Brasil, ela vê sua rotina sendo alterada delicadamente por tudo o que absorveu lá. Os planejamentos também são outros. “Hoje eu acordo sem despertador, porque o nascer do sol passou a ter outra conotação para mim”, revela. “Também mudei outros hábitos, por exemplo, voltei a correr no parque. Eu já havia esquecido como é bom esse contato com a natureza, o cheiro de mato, a sensação de liberdade de um lugar aberto, sensações que tive no Caminho e quis manter depois de meu retorno”.

Em outras esferas da vida, não é nada diferente. “Todas as experiências e vivências do Caminho te preparam para viver a sua vida de forma plena, utilizando 100% do seu potencial, alinhado as suas forças e virtudes”, declara. “Você traz isso na bagagem e aplica imediatamente. Volta mais dono de si, mais consciente, com todas as ferramentas que precisa para transformar o seu mundo atual no seu mundo ideal”, continua Kareen. “Eu mesma, logo que voltei, as pessoas já perceberam as mudanças”, conclui.


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