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Família unida pelo autoconhecimento: a saga dos Cheves pelo Caminho de Santiago

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Pai, mãe, filhas e genro viajaram para a Espanha com o S3 da Signa

 

Novas experiências e quebras de paradigmas a partir de aprendizados únicos e autoconhecimento. Essa é a principal intenção do S3 – O Caminho, da Signa Treinamentos, como já foi apresentado anteriormente. E foi assim que a família Cheves viajou para a Espanha em maio de 2018, pela sétima edição do treinamento.

Valter, Valquíria, Aline, Letícia e Daniel. Pai, mãe, filhas e genro, juntos para esse desafio.

Valter já havia feito o caminho duas vezes; Valquíria fez uma. Foi com base na experiência deles e na transformação que viveram que o convite foi estendido para toda família.

Valter Cheves recorda que a ideia foi ter a família reunida em busca de novas descobertas e pronta para fazer um paralelo do caminho com o dia a dia de todos. E deu certo. A família é unânime em afirmar que as mudanças já se apresentam em suas vidas.

E elas começaram assim que chegaram na Espanha. “Além do desafio físico em si, o principal desafio é o psicológico, pois, quando você está esgotado fisicamente, parece que tudo te faz querer parar”, lembra Aline Cheves. “Passa táxi, o restaurante parece aconchegante, a mochila pesa, o pé dói. E aí entra a maior superação, ao dizer para si mesmo: continue. Só mais um passo, vamos lá! Eu falei muito comigo mesma durante todo o caminho. Desenvolvi um mantra ‘abre/fecha, abre/fecha, que eu ficava repetindo a cada passo para minhas pernas abrirem e fecharem”, conta, bem-humorada.

As dores

Sua irmã, Letícia Cheves Gomes, também enfrentou muitas dores pelo trajeto. “E esse foi meu maior desafio, passar por cima das dores e apoiar meu marido”, diz. “Encarei o S3 como uma reforma íntima e decidi que, a cada dia, iria caminhar para melhorar ou encontrar respostas para algo que não ia bem na minha vida”.

E o marido, Daniel Gomes, também encarou um grande desafio para estar lá e viver esse autoconhecimento. “Quis fazer o caminho pela união familiar, um valor meu muito forte e que me faz encarar um desafio deste tamanho”, declara. “Minha maior dificuldade foi lutar comigo mesmo. Meu corpo gritava para parar, o cérebro me sabotava a todo momento, mas a minha força me fez ir além do meu limite”, relata Gomes.

 

Exercitando o autoconhecimento

O Caminho, para ela, veio no momento em que resolveu mudar a vida e trabalhar com o autoconhecimento. Com ele, Letícia encontrou novas visões. “Entendi que caminhamos sempre sozinhos; às vezes, encontramos pessoas pelo caminho, mas o caminhar fazemos sozinho”, completa.

O aprendizado foi o mesmo conquistado pela irmã. Aline voltou de Santiago com a certeza de que pode caminhar sozinha. “Ter o apoio e suporte de pessoas que gostam de você é superimportante, mas é possível, sim, caminhar sozinho. E isso não é uma coisa ruim”, ressalta.

O pai, que já conhecia o caminho, sabia que ia levar para a família algumas analogias. “Lá, é possível fazer o paralelo de sua rotina com a mochila que leva para o Caminho. Quantas coisas você anda carregando sem necessidade? O que tem na sua mochila da vida? Temos nossas escolhas e suas consequências”, acrescenta Valter.

Junto a isso, veio um desafio diferente para ele, o mesmo de sua esposa: o sofrimento da família. “Ver minhas filhas e esposa com os pés machucados e não poder fazer nada foi meu maior desafio. Aquele era o caminho delas e escolhas delas”, analisa o pai. “Vi a dificuldade das minhas filhas e entendi que elas cresceram e precisam superar seus desafios sozinhas”, completa Valquíria Cheves, que prossegue: “Passei, com isso, a olhar as dificuldades com menos preocupação, pois nem tudo é do tamanho que a gente imagina”.

 

Aprendizados, paciência e evolução

O mapa não é o território. Essa é a visão do patriarca. “O que foi bom para mim não necessariamente será bom para os outros e vice-versa”, sublinha.

Outro aprendizado foi com seus próprios limites. “Sei que o céu é meu limite e fiquei mais autoconfiantes após o caminho”, ressalta.

Valquíria aprendeu que merece estar dentro de suas preocupações. “Hoje me preocupo mais comigo mesma e também aprendi a ter mais paciência, pois nem tudo é do nosso jeito, e já sou mais tolerante com o próximo, respeitando o tempo de cada um”, pondera.

Para as filhas, estreantes no Caminho, as conquistas foram ainda mais palpáveis. “Consigo ver com um pouco mais de clareza e leveza algumas situações do dia a dia”, revela Aline. “Consigo tirar o peso de algumas coisas que não eram necessárias e não pego mais para mim problemas que não são meus”, continua. “Também voltei mais confiante e determinada, porém, ao mesmo tempo, mais calma e tolerante”, adiciona.

Leveza também está entre as conquistas de Letícia. “Aprendi muita coisa, mas a mais importante é que tudo o que você faz com amor se torna mais leve e mais gostoso”, comenta “Antes eu era uma pessoa que vivia muito pelos outros e pelo que iam pensar e hoje vivo por mim, pelos meus pensamentos e sentimentos”, acrescenta. “O caminho foi a melhor coisa que me aconteceu”, completa.


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